A declaração ocorre em meio às articulações para a reorganização da esquerda após as eleições de 2026 e às discussões sobre o futuro partidário da deputada. Erika avalia deixar o PSOL e ingressar no Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A parlamentar tem demonstrado insatisfação com a condução do processo eleitoral pelo PSOL. Entre as críticas estão a distribuição de recursos de campanha, o descumprimento de acordos internos, segundo sua avaliação, e a decisão da legenda de não formar uma federação partidária com o PT. Apesar das divergências, Erika ainda não confirmou a saída do partido. A deputada pretende conversar com a direção nacional do PSOL antes de definir se permanecerá na sigla ou avançará nas negociações com os petistas.
À imprensa, a presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, já manifestou apoio a uma eventual candidatura de Erika Hilton à Prefeitura de São Paulo. A dirigente afirmou que a parlamentar seria uma excelente candidata e que o partido está aberto ao diálogo sobre os próximos projetos eleitorais.
Erika Hilton ganhou projeção nacional com a defesa de pautas como o fim da escala de trabalho 6×1 e os direitos da população LGBTQIA+. Antes de chegar ao Congresso Nacional, Erika exerceu mandato de vereadora na Câmara Municipal de São Paulo. Uma eventual candidatura em 2028 representaria seu retorno à política municipal, desta vez na disputa pelo comando da Prefeitura, atualmente ocupada por Ricardo Nunes (MDB).Por enquanto, não há anúncio oficial de pré-candidatura. A definição dependerá das negociações partidárias e das articulações políticas para as próximas eleições municipais.
Fonte: Jovem Pan (reprodução autorizada mediante citação da fonte).

