Com quase 200 anos de relações diplomáticas, mais de mil quilômetros de fronteiras compartilhadas e parceria na gestão de uma das maiores usinas hidrelétricas do mundo, a crise no Paraguai acende um sinal de alerta no governo brasileiro, que acompanha de perto a situação no país vizinho.
Assunção passa por uma crise política e econômica após a suspensão do Banco Ueno, uma das principais instituições financeiras do país. A crise no banco levou à renúncia do presidente e dirigentes do Banco Central do Paraguai (BCP), e ao impeachment e prisão do presidente do país, Santiago Peña.
Para a diplomacia brasileira, que preza pela integração regional, a estabilidade na América do Sul é considerado um tema estratégico. A avaliação é que a situação atual no Paraguai tem potencial de atingir interesses brasileiros e comprometer mecanismos de integração dos quais o Brasil é um dos principais articuladores.
Embora ainda não exista indícios de que a situação no Paraguai atinja o Brasil diretamente, os desdobramentos do caso são acompanhados de perto pelo Planalto e Itamaraty, que temem o risco de que a crise no país possa gerar uma instabilidade regional. Os dois países gerem ainda a Hidrelétrica de Itaipu e são parceiros no Mercosul, o que aprofunda o laço das duas nações.
Fonte: Metropoles (reprodução autorizada mediante citação da fonte).

