JORNALISMO REGIONAL • BRASIL • PARANÁ05/11/2026

Receba as notícias do Leste News no seu e-mailUm resumo por dia, de graça. Você pode sair quando quiser.

Economia

Banco Central mantém Selic em 13,75% ao ano e interrompe sequência de cortes nos juros

Publicado em 05/11/2026 10h26 · Por

Copom decide não alterar a taxa básica de juros após cinco reduções consecutivas e aponta incertezas econômicas, pressão inflacionária e cenário internacional desfavorável.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (4), manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão interrompe uma sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual e demonstra a cautela da autoridade monetária diante dos riscos para a inflação brasileira.

PUBLICIDADE

Segundo o Banco Central, o cenário econômico nacional e internacional ainda exige atenção, especialmente em razão da elevação dos preços, das tensões no Oriente Médio e das dúvidas relacionadas à política fiscal brasileira.

Inflação acima da meta preocupa Banco Central

A meta de inflação estabelecida para o Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Entretanto, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em 12 meses está em 4,58%, ligeiramente acima do limite superior.

O Copom considera que os riscos inflacionários continuam elevados, o que justifica a manutenção dos juros no atual patamar.

Mercado financeiro projeta inflação de 5,22% em 2026

De acordo com o Boletim Focus divulgado na terça-feira (3), os analistas do mercado financeiro estimam que a inflação encerre 2026 em 5,22%.

Para 2027, a projeção é de 4,76%, indicando expectativa de desaceleração, mas ainda acima do teto de tolerância atualmente estabelecido.

O Banco Central também demonstrou preocupação com a situação internacional, especialmente com os conflitos no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços do petróleo.

O que a manutenção da Selic significa para os brasileiros?

A Selic influencia diretamente as taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e operações de crédito.

Com a manutenção dos juros em 13,75%, o crédito tende a continuar relativamente caro para consumidores e empresas.

Por outro lado, investimentos de renda fixa associados à taxa básica podem permanecer atrativos.

A próxima decisão do Copom dependerá da evolução da inflação, das condições econômicas e das expectativas para os próximos meses.

Fonte: Jovem Pan — 4 de novembro de 2026.

← Voltar ao início

Leia também

Fiesp critica juros de 13,75% e alerta que crédito caro prejudica empresas e consumidores →Transporte caro e rodovias deficientes prejudicam indústria brasileira, aponta pesquisa da CNI →Ministro da Fazenda critica juros de 13,75% e defende medidas para reduzir a Selic no Brasil →Governo Lula promete equilíbrio fiscal e prepara novas medidas para controlar as contas públicas →