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Paraná

CASO ISIS: STJ rejeita último recurso de acusado pela morte da adolescente e defesa tenta mudar local do julgamento

Publicado em 03/11/2026 16h51 · Por

Marcos Rone permanece preso em Ponta Grossa, enquanto advogados solicitam que o Tribunal do Júri seja realizado fora de Tibagi. Isis Victoria Mizerski desapareceu em junho de 2024, e seu corpo ainda não foi encontrado.

O caso do desaparecimento de Isis Victoria Mizerski, ocorrido em Tibagi, nos Campos Gerais do Paraná, ganhou um novo desdobramento judicial. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o último recurso apresentado pela defesa de Marcos Vagner de Souza, conhecido como Marcos Rone, acusado de envolvimento na morte da adolescente.

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Com a decisão, permanece a determinação de que o acusado seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri. Entretanto, ainda não existe uma data definida para a sessão, pois a defesa apresentou um novo pedido ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), solicitando a transferência do julgamento para outra cidade.

Isis desapareceu em 6 de junho de 2024, depois de marcar um encontro com Marcos Rone para conversar sobre uma gravidez. Segundo as investigações, a adolescente esperava um filho do acusado.

Desde então, o paradeiro da jovem permanece desconhecido, e seu corpo nunca foi localizado.

Defesa de Marcos Rone tenta transferir julgamento para outra cidade

Após o Superior Tribunal de Justiça rejeitar o recurso, os advogados do acusado apresentaram um pedido de desaforamento ao Tribunal de Justiça do Paraná.

O desaforamento é um procedimento previsto na legislação brasileira que permite transferir um julgamento do Tribunal do Júri para outra comarca, quando existem circunstâncias que possam comprometer sua realização.

No pedido, a defesa argumenta que a grande repercussão do desaparecimento de Isis em Tibagi poderia influenciar a imparcialidade dos jurados.

Segundo os advogados, a comoção provocada pelo caso na cidade pode prejudicar as condições necessárias para um julgamento imparcial.

A solicitação ainda precisa ser analisada pelos desembargadores do TJPR.

Enquanto não houver uma decisão, permanece indefinido se o julgamento acontecerá no Fórum de Tibagi ou em outro município.

Marcos Rone responde por homicídio qualificado, aborto e ocultação de cadáver

O Ministério Público do Paraná acusa Marcos Rone de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e aborto.

Segundo a denúncia, o desaparecimento de Isis estaria relacionado à gravidez da adolescente e ao relacionamento que ela mantinha com o acusado.

A investigação também apurou a possibilidade de o homem ter tentado provocar a interrupção da gestação.

Familiares da jovem relataram aos investigadores que Marcos teria oferecido medicamentos para que Isis interrompesse a gravidez.

Durante as diligências, imagens de uma farmácia em Tibagi registraram o acusado procurando um medicamento que, segundo a investigação, teria essa finalidade.

Esses elementos passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

As acusações ainda serão submetidas ao Tribunal do Júri, responsável por avaliar a responsabilidade criminal do réu.

Último encontro entre Isis e acusado foi investigado pela polícia

Um dos pontos centrais da investigação envolve o encontro ocorrido no dia em que a adolescente desapareceu.

Em depoimento, Marcos Rone confirmou que esteve com Isis e que os dois conversaram sobre o relacionamento e a gravidez.

Segundo a versão apresentada pelo acusado, a adolescente teria pedido para descer do veículo após a conversa.

Marcos afirmou que atendeu ao pedido e deixou a jovem no local solicitado.

Entretanto, essa versão passou a ser confrontada com outros elementos coletados durante as investigações, incluindo imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas e informações sobre os deslocamentos realizados pelo acusado naquele dia.

A Polícia Civil também analisou a movimentação de uma falsa viatura utilizada por Marcos Rone.

Registros de câmeras indicaram que o veículo deixou Tibagi às 18h16 e retornou às 19h12, um intervalo de aproximadamente 56 minutos.

Essas informações foram consideradas relevantes para a reconstrução dos acontecimentos.

Ex-esposa prestou depoimento sobre comportamento do acusado

A então esposa de Marcos Rone também foi ouvida durante a investigação.

O casal permaneceu junto por aproximadamente 11 anos e teve dois filhos.

Em depoimento, a mulher afirmou que desconhecia o relacionamento do marido com Isis e que também não sabia da gravidez da adolescente.

Ela relatou que, na noite do desaparecimento, os dois foram a um supermercado e posteriormente visitaram uma tia, onde Marcos ajudou a transportar uma geladeira.

Segundo o depoimento, o acusado estava com as roupas sujas de trabalho e inicialmente demonstrou resistência em entrar no estabelecimento comercial.

A investigação também apontou que Marcos comprou um novo par de botas naquela noite.

A ex-esposa confirmou que realizou o descarte de lixo da residência no dia seguinte, mas afirmou não se recordar de o marido ter jogado algum calçado fora.

A mulher não foi indiciada pela Polícia Civil nem denunciada pelo Ministério Público.

Após os acontecimentos, mudou de cidade e passou a cuidar dos filhos.

Acusado permanece preso em Ponta Grossa

Marcos Vagner de Souza continua preso na Cadeia Pública de Ponta Grossa, onde aguarda o andamento do processo judicial.

Segundo informações divulgadas pela RIC Record, o acusado completou dois anos e três meses de prisão e estava havia quase um ano sem receber visitas da esposa e dos filhos.

Nos primeiros três meses de detenção, a mulher realizou quatro visitas. Depois desse período, não voltou a encontrá-lo.

Questionado pela reportagem sobre o desaparecimento de Isis, Marcos preferiu não comentar o caso, seguindo orientação de seus advogados.

O acusado permanece aguardando a definição sobre o local e a data de seu julgamento.

Desaparecimento de Isis continua sem solução após mais de dois anos

O desaparecimento de Isis Victoria Mizerski provocou grande repercussão em Tibagi e em outros municípios dos Campos Gerais.

Desde junho de 2024, familiares e pessoas próximas aguardam respostas sobre o que aconteceu com a adolescente.

Mesmo após mais de dois anos de investigações, o corpo da jovem não foi encontrado.

A ausência de localização do corpo não impediu o andamento das acusações apresentadas pelo Ministério Público, mas permanece como um dos aspectos mais delicados do caso.

A decisão do STJ representa um avanço processual ao rejeitar o recurso apresentado pela defesa, mantendo o encaminhamento do acusado ao Tribunal do Júri.

Entretanto, a realização do julgamento ainda depende da análise do pedido de mudança de comarca.

Família aguarda julgamento e esclarecimento do caso

Com a rejeição do recurso no Superior Tribunal de Justiça, a atenção se volta agora para o Tribunal de Justiça do Paraná, responsável por decidir se o julgamento será realizado em Tibagi ou transferido para outra cidade.

A decisão sobre o local será importante para a organização da sessão do Tribunal do Júri.

Enquanto isso, Marcos Rone permanece preso e continua respondendo às acusações apresentadas pelo Ministério Público.

O julgamento deverá avaliar as provas reunidas durante a investigação, os argumentos da acusação e a defesa do réu, respeitando o princípio da presunção de inocência.

Para os familiares de Isis, a expectativa permanece concentrada no esclarecimento do desaparecimento e na conclusão do processo judicial.

Mais de dois anos após o desaparecimento da adolescente, o caso continua mobilizando a Justiça e a população dos Campos Gerais, enquanto a família aguarda respostas sobre o destino de Isis Victoria Mizerski.

Fonte: Portal aRede, com informações da Banda B e RIC Record — reportagem publicada em 30 de outubro de 2026.

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