O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) se enfrentaram na noite desta sexta-feira (23) no último debate antes do segundo turno, promovido pela TV Globo, no Rio de Janeiro. O encontro, mediado pelo jornalista César Tralli, começou após o Jornal Nacional e foi dividido em quatro blocos, com temas regionais, temas sorteados e um bloco livre de oito minutos para cada candidato. Os dois compareceram.
Foi o segundo e último confronto direto da reta final — o primeiro havia sido o da Band, em parceria com a Jovem Pan, no dia 18. A votação acontece neste domingo (25), das 8h às 17h.
Economia e custo de vida
Flávio concentrou as críticas no endividamento das famílias, citando a pesquisa da CNC que aponta mais de 80% dos lares com dívidas, e disse que os brasileiros estão parcelando até pizza. O senador acusou o governo de gastar mais de R$ 400 bilhões com foco na reeleição, prometeu reajustar salário mínimo e aposentadorias acima da inflação, defendeu tarifa zero no transporte aos fins de semana e afirmou que não vai privatizar Petrobras, Caixa e Banco do Brasil.
Lula respondeu destacando a abertura de 700 novos mercados para exportação, os recordes na balança comercial e o perdão de dívidas de microempreendedores. O presidente acusou o adversário de ter apoiado o tarifaço do governo Trump contra produtos brasileiros e citou a situação econômica da Argentina de Javier Milei, aliado de Flávio.
Obras e Bolsa Família
O senador disse que o país voltou a ser um “cemitério de obras”. Lula rebateu afirmando que nenhum governo investiu tanto em rodovias, hidrovias e aeroportos e, ao longo do debate, repetiu diversas vezes que o eleitor poderia conferir os dados na internet. No tema social, o petista lembrou que Flávio chamou o Bolsa Família de “bolsa farelo” em 2011, quando era deputado estadual no Rio. Flávio disse que o presidente só se lembra dos beneficiários em época de eleição.
Segurança pública
Flávio criticou Lula por defender a saída temporária de presos, por ser contrário à redução da maioridade penal e por não classificar facções criminosas como terroristas, e prometeu tratar milícias como organizações “narcoterroristas”. Lula citou o caso da menina Ana Clara, de 5 anos, morta por um tiro de fuzil em Niterói em 2021, e acusou o senador de interferir no julgamento do policial apontado como autor do disparo. A mãe da criança estava na plateia. Flávio negou e afirmou que o caso envolveu troca de tiros.
Banco Master e corrupção
O caso do Banco Master rendeu um dos embates mais duros. Flávio questionou Lula sobre um uísque de alto valor que o banqueiro Daniel Vorcaro teria dado ao presidente. Lula, por sua vez, ligou o senador a Vorcaro e ao financiamento do filme “Dark Horse”, e disse: “Você criou um banqueiro e eu fiz dele um prisioneiro”. Antes do debate, os dois candidatos haviam aceitado a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.
Considerações finais
No encerramento, Lula disse que o eleitor vai escolher entre a democracia e “um miliciano”. Flávio obteve direito de resposta e negou ter sido investigado por ligação com milícias.
Com informações de Jovem Pan e SBT News. Texto produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

