A semana entre 9 e 13 de novembro será marcada por mudanças nas condições do tempo nas diferentes regiões do Brasil. Uma massa de ar polar deve provocar queda nas temperaturas e manter o tempo firme no Sul. Já no Sudeste e no Centro-Oeste, um corredor de umidade vindo da Amazônia favorece a ocorrência de chuvas e a recuperação da umidade do solo.
No Norte e no Nordeste, o calor continuará predominante, com pancadas isoladas e temperaturas que podem se aproximar dos 40 ºC. O cenário exige atenção dos produtores rurais, principalmente nas áreas de sequeiro.
– Uma massa de ar polar chega ao Sul e pode provocar geada muito fraca e isolada em serras e baixadas.
– Sudeste e Centro-Oeste recebem um corredor de umidade da Amazônia, com chuvas que contribuem para recuperar a água no solo.
– Norte e Nordeste continuam com calor intenso, pancadas isoladas e máximas próximas de 40 ºC.
– No Sul, a previsão indica acumulados de apenas 5 a 10 mm, sem prejuízos significativos aos trabalhos no campo.
– Produtores do Sul devem aproveitar o período de tempo firme, já que as chuvas podem voltar com mais intensidade no fim de novembro.
Uma forte massa de ar polar continental, associada a um sistema de alta pressão pós-frontal no oceano, próximo à costa da Região Sul, mantém o tempo estável em praticamente todos os estados. Com o deslocamento da frente fria em direção ao Sudeste, o sol predomina no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e na maior parte do Paraná.
A circulação de ventos úmidos vindos do oceano, porém, favorece maior presença de nuvens e chuva fraca a moderada no litoral paranaense e no extremo norte do litoral catarinense.
As manhãs serão frias, principalmente nas serras e baixadas. Há possibilidade de geada muito fraca e isolada nos Campos de Cima da Serra, na Campanha, na Serra do Sudeste gaúcha e na Serra Catarinense. Durante a tarde, as temperaturas sobem um pouco no oeste, enquanto o litoral e o leste permanecem com clima mais ameno.
A partir de terça-feira, os termômetros devem subir gradualmente, com máximas que podem voltar aos 30 ºC. A previsão indica uma semana de sol e chuvas passageiras nos três estados, com acumulados entre 5 e 10 mm, volume que não deve comprometer as atividades no campo.
A orientação aos produtores é aproveitar o período de tempo firme para avançar nos trabalhos agrícolas. A tendência é de retorno das chuvas mais intensas nos últimos dez dias de novembro.
O avanço da frente fria continental em direção ao sul da Bahia, junto à formação de um corredor de umidade sobre o interior do Brasil, mantém as instabilidades concentradas principalmente no centro-norte de Minas Gerais e no Espírito Santo.
A combinação favorece chuvas de moderadas a fortes, com volumes expressivos em regiões como Diamantina, Paracatu, Unaí, Januária, Vale do Jequitinhonha e Vale do Rio Doce, além do centro-sul capixaba.
Em contrapartida, a massa de ar polar e a alta pressão pós-frontal contribuem para o tempo firme e ensolarado no interior de São Paulo e no Sul de Minas. No litoral e no leste paulista, assim como no Rio de Janeiro, a circulação marítima mantém o céu mais nublado e pode provocar chuva moderada a forte.
Outro destaque será a queda das temperaturas para esta época do ano. As mínimas podem chegar perto de 12 °C na capital paulista e variar entre 14 °C e 15 °C em algumas áreas do interior. O clima será mais agradável na maior parte da região, enquanto o oeste e o noroeste de São Paulo, o Triângulo Mineiro e o norte de Minas terão temperaturas mais elevadas.
A previsão aponta uma semana quente e úmida nos quatro estados, com máximas próximas de 30 ºC. Os acumulados de chuva devem ficar entre 40 e 60 mm, contribuindo para recuperar a umidade do solo. Por outro lado, o período chuvoso pode prejudicar as operações de moagem da cana-de-açúcar.
A entrada de uma massa de ar polar continental, acompanhada de uma área de alta pressão pós-frontal, favorece a chegada de ar mais frio e seco ao sul e oeste do Centro-Oeste.
Com isso, o tempo permanece firme em Mato Grosso do Sul, no Pantanal e nas regiões sul e sudoeste de Mato Grosso.
Em outras áreas, o transporte de umidade da Amazônia e a formação de um corredor de umidade em direção ao Sudeste favorecem pancadas de chuva moderadas a fortes e temporais isolados. As instabilidades devem atingir o centro-norte e o leste de Mato Grosso, grande parte de Goiás e o Distrito Federal.
A queda das temperaturas será mais perceptível em Mato Grosso do Sul e no Pantanal. As máximas, que estavam próximas de 38 °C, podem ficar entre 28 °C e 30 °C. No extremo sul sul-mato-grossense, as mínimas podem variar entre 15 °C e 16 °C.
A semana terá pouca chuva em Mato Grosso do Sul, com volumes entre 10 e 15 mm, cenário favorável ao avanço das atividades no campo. Já em Mato Grosso e Goiás, a previsão indica acumulados entre 50 e 70 mm, que devem contribuir para a recuperação da umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras.
O deslocamento de uma frente fria continental em direção ao sul da Bahia, combinado ao transporte de umidade amazônica e à circulação em altos níveis da atmosfera, favorece a formação de um corredor de umidade sobre o interior do Brasil. Entre os fatores envolvidos está a presença de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) próximo ao Piauí e ao Ceará.
A chuva ganha força no sul da Bahia. No centro-sul do Maranhão e do Piauí e na metade oeste baiana, o aquecimento durante o dia ainda favorece pancadas isoladas. Nas demais áreas, o tempo firme e o calor predominam, com temperaturas próximas de 40 °C em algumas localidades.
A frente fria deve avançar gradualmente em direção à região de Salvador. No entanto, a configuração atmosférica ainda não caracteriza uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), principalmente pela falta de persistência desse padrão.
Fonte: A Rede (reprodução autorizada mediante citação da fonte).

