O líder oposicionista Gadi Eisenkot convidou, neste domingo (8/11), aliados do primeiro-ministro interino Benjamin Netanyahu para integrar o governo nacional de emergência para Israel.
O argumento de Gadi Eisenkot é que Israel não tem condições de passar por outra rodada de eleições diante dos crescentes desafios políticos e de segurança.
Eisenkot foi incumbido pelo presidente Israelense Isaac Herzog para formar o próximo governo. O movimento de tentar amenizar as diferenças e atrair os aliados de Netanyahu foi realizado após a escolha.
“Se os membros do Likud e do Sionismo Religioso realmente acreditam que este é um momento de união, como disseram ao presidente, não consigo imaginar nenhum motivo pelo qual não viriam apoiar um governo sob minha liderança e os princípios que apresentei”, afirmou Eisenkot.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, anunciou a escolha de Gadi Eisenkot para formar um novo governo no país nesse sábado (7/11). A deliberação foi tomada em meio às articulações políticas pela formação de um bloco de maioria para assumir o parlamento israelense.
Israel passou por eleições no final de outubro para eleger um novo parlamento. O resultado da votação foi divulgado no dia 29 e nenhum dos blocos políticos obteve as 61 cadeiras necessárias para formar maioria e assumir o Knesset, Parlamento israelense. Diante disso, cabe ao presidente do país decidir qual dos indicados a primeiro-ministro terá a chance de formar um governo.
Convite de emergência: O líder oposicionista Gadi Eisenkot convidou aliados do primeiro-ministro interino Benjamin Netanyahu (dos partidos Likud e Sionismo Religioso) para compor um governo nacional de emergência em Israel.
Justificativa e contexto político: Eisenkot argumentou que o país não suporta uma nova rodada de eleições frente aos desafios de segurança e políticos, pressionando a oposição a apoiar uma gestão de união sob sua liderança.
Mandato concedido pelo presidente: A iniciativa ocorreu após o presidente Isaac Herzog incumbir Eisenkot de formar o novo governo, decisão tomada devido ao impasse do pleito de outubro, no qual nenhum bloco conquistou as 61 cadeiras necessárias para a maioria no Knesset.
Fonte: A Rede (reprodução autorizada mediante citação da fonte).

