A rotatividade no emprego formal brasileiro subiu de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, segundo o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego. O país terminou o ano passado com 48,47 milhões de vínculos com carteira assinada, e mais de 36% dos desligamentos aconteceram a pedido do próprio trabalhador.
O risco para as empresas
Um diagnóstico da consultoria de recrutamento EXEC, feito com 115 empresas, mostra que muitas não estão preparadas para reter quem sustenta a operação:
- 75,4% não têm planos de carreira estruturados;
- 62,3% não têm processo formal para reconhecer seus talentos;
- 59,4% não sabem exatamente por que profissionais estratégicos pedem demissão ou aceitam propostas externas;
- Entre os profissionais-chave, só 17,9% dizem estar muito satisfeitos com o ambiente de trabalho.
Para Maria Paula Paschoaletti, sócia da EXEC, quando a empresa não sabe quem sustenta a operação, aumenta o risco de perder conhecimento justamente nos momentos decisivos.
O conhecimento que não está no manual
O maior problema, segundo especialistas, é o chamado conhecimento tácito: aquilo que o profissional aprende na prática e não está documentado. Entre as recomendações estão o acompanhamento de funcionários experientes por colegas mais novos, a aprendizagem supervisionada, o registro de situações fora da rotina e a investigação dos motivos das saídas antes que elas aconteçam.
Foto: Wikimedia Commons.
Fonte(s): Ministério do Trabalho e Emprego (Novo Caged), EXEC e Jovem Pan.
Texto produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

