O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) que a eleição presidencial brasileira “pareceu fraudada”. A crítica foi direcionada à prorrogação do horário de votação no domingo (25), das 17h para as 19h. Na mesma fala, Trump disse gostar do presidente Lula (PT), reeleito com 51,79% dos votos válidos.
O que disse Trump
Segundo o presidente americano, ele acompanhou a apuração e achou “terrível” a forma como ela se desenrolou, chegando a classificá-la como uma eleição manipulada. Trump afirmou que se dá bem com Lula, que não tomou partido na disputa e que a eleição “não teve sorte” na forma como foi conduzida. Questionado sobre o que faria a respeito do resultado, respondeu que governa os Estados Unidos, e não o Brasil.
Trump não apresentou provas ou dados que sustentem a afirmação de fraude. A Justiça Eleitoral brasileira nunca identificou fraude nas urnas eletrônicas desde a adoção do sistema, em 1996.
A prorrogação do horário
A extensão foi determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois que a campanha de Lula relatou redução na circulação de ônibus em cidades como Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana, na Bahia. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia pedido prorrogação em estados específicos. O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, orientou as seções a cumprirem a decisão.
Segundo Zanin, a medida valia para as seções que ainda não tinham encerrado a votação às 17h. A legislação eleitoral já permite que quem está na fila no horário de encerramento vote normalmente — por isso, os votos registrados depois das 17h não correspondem necessariamente a eleitores beneficiados pela prorrogação.
Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação oficial do governo brasileiro, do Itamaraty ou do TSE sobre as declarações de Trump.
Fonte(s): Jovem Pan e TSE.
Texto produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

