O dólar fechou esta segunda-feira (26) cotado a R$ 5,4029, em alta de 8,21%. Foi a maior valorização diária da moeda americana desde 13 de janeiro de 1999, quando o Brasil abandonou o regime de bandas cambiais. Pela manhã, a cotação chegou a superar R$ 5,60.
Por que o dólar subiu
A disparada foi a reação do mercado à reeleição do presidente Lula (PT), que surpreendeu parte dos investidores. Muitos tinham montado posições apostando na vitória de Flávio Bolsonaro (PL), que liderou o primeiro turno, e precisaram desfazê-las. O resultado também elevou a percepção de risco fiscal e político. À tarde, a moeda perdeu força com a entrada de exportadores e a realização de lucros.
Mercado sob pressão
- O contrato de dólar futuro para novembro movimentou mais de US$ 31 bilhões;
- A B3 ampliou duas vezes o limite de oscilação do dólar futuro, até 12%;
- O Banco Central não interveio, por avaliar que não faltou liquidez; o Tesouro Nacional fez recompra de títulos públicos.
No mês, o dólar acumula alta de 4,40%, mas ainda recua 1,57% no ano.
O que dizem os analistas
Para Álvaro Vivanco, estrategista do Wells Fargo, a reação inicial foi exagerada — ele aposta em queda da moeda, com alvo de R$ 5,30. Alexandre Viotto, da EQI Investimentos, destacou a forte entrada de exportadores ao longo do dia. O mercado agora acompanha a definição do próximo ministro da Fazenda: o governador do Piauí, Rafael Fonteles, e o vice-presidente Geraldo Alckmin são citados, mas Fonteles descartou o cargo.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil.
Fonte(s): Estadão Conteúdo, Jovem Pan e B3.
Texto produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

