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Paraná

Ciclone extratropical coloca Paraná em alerta para temporais, ventos fortes e granizo

Publicado em 03/11/2026 12h18 · Por

Formação de um novo ciclone na Região Sul pode provocar tempestades severas a partir desta terça-feira (3). Defesa Civil já contabiliza mais de 4 mil pessoas afetadas pelas chuvas em 21 municípios paranaenses.

O Paraná está em alerta para a possibilidade de novos temporais devido à formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul do Brasil. A previsão meteorológica indica chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de queda de granizo a partir desta terça-feira (3), com instabilidade que poderá continuar durante a quarta-feira (4).

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Segundo informações do serviço de meteorologia Meteored, o fenômeno poderá atingir diferentes regiões do estado, aumentando o risco de alagamentos, quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Além do Paraná, outros sete estados estão na área de influência do sistema meteorológico: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

O novo alerta ocorre poucos dias depois de fortes tempestades provocarem estragos em municípios paranaenses, especialmente Maringá e Marquinho, onde centenas de imóveis foram danificados.

Temporais devem ganhar força nesta terça e quarta-feira

A previsão indica que as condições meteorológicas devem se agravar principalmente a partir da tarde desta terça-feira (3), quando áreas de instabilidade começam a ganhar intensidade sobre o Paraná e Santa Catarina.

O cenário está relacionado à combinação de diferentes sistemas atmosféricos, incluindo a formação do ciclone extratropical, a chegada de uma frente fria e a presença de um cavado atmosférico.

O encontro de massas de ar com diferentes temperaturas, associado ao calor e à umidade, favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas e tempestades potencialmente severas.

Durante a madrugada e a manhã de quarta-feira (4), a instabilidade poderá continuar em diferentes localidades. Ao longo da tarde, novas áreas de chuva devem avançar do Rio Grande do Sul em direção ao sul do Paraná.

Entre os principais riscos estão ventos intensos, descargas elétricas, granizo e volumes elevados de chuva em períodos relativamente curtos.

Defesa Civil registra mais de 4 mil pessoas afetadas no Paraná

O estado já enfrenta as consequências de temporais registrados no início de novembro.

De acordo com um boletim da Defesa Civil divulgado na segunda-feira (2), pelo menos 21 municípios paranaenses registraram ocorrências relacionadas às condições climáticas entre domingo (1º) e segunda-feira.

O levantamento aponta que 4.067 pessoas foram afetadas pelas tempestades, enquanto 28 precisaram deixar suas residências temporariamente.

Também foram contabilizadas 456 casas danificadas e uma residência completamente destruída.

As ocorrências incluem vendavais, chuva de granizo, enxurradas e alagamentos, que provocaram danos em imóveis, estabelecimentos comerciais, vias públicas e redes de energia elétrica.

Maringá registra ventos de quase 100 km/h e decreta calamidade pública

Maringá, no norte do Paraná, foi uma das cidades mais atingidas pelos temporais.

Na madrugada de segunda-feira (2), o município registrou aproximadamente 50 milímetros de chuva em poucas horas, acompanhados de rajadas de vento que chegaram perto de 97 km/h.

A força do temporal provocou quedas de árvores, destelhamentos e danos à infraestrutura urbana.

Diante da dimensão dos estragos, a Prefeitura de Maringá decretou estado de calamidade pública.

Um prédio administrativo do Corpo de Bombeiros também foi atingido. Parte do telhado da estrutura foi arrancada pela força do vento, e uma árvore caiu dentro do quartel, causando danos materiais.

Apesar dos prejuízos registrados na unidade, não houve feridos.

Simepar aponta possibilidade de supercélula em Maringá

Após analisar as características da tempestade que atingiu Maringá, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontou a possibilidade de formação de uma supercélula.

Esse fenômeno meteorológico é caracterizado pela presença de uma corrente de ar ascendente em rotação dentro de uma tempestade organizada.

As supercélulas são consideradas especialmente perigosas por sua capacidade de produzir rajadas intensas de vento, granizo de grandes dimensões e, em determinadas condições, tornados.

Diferentemente de tempestades comuns, esses sistemas podem permanecer ativos durante várias horas, aumentando o potencial de danos nas regiões atingidas.

A avaliação do Simepar indica uma possibilidade meteorológica, não uma confirmação definitiva da ocorrência de supercélula.

Marquinho tem 270 residências danificadas após temporal

Outro município fortemente afetado foi Marquinho, na região Centro-Sul do Paraná.

Uma tempestade acompanhada de ventos intensos e granizo provocou prejuízos em residências, escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais.

Segundo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, aproximadamente 1.080 moradores foram afetados, número equivalente a quase um quarto da população local, estimada em 4,4 mil habitantes.

O levantamento também aponta que pelo menos 270 residências sofreram danos.

A Prefeitura estima que até 70% do município tenha registrado algum tipo de prejuízo decorrente do temporal.

Além da área urbana, comunidades como Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará também foram atingidas.

Mais de 170 mil imóveis ficaram sem energia elétrica

Os temporais também provocaram interrupções no fornecimento de energia elétrica em diferentes regiões paranaenses.

Segundo a Companhia Paranaense de Energia (Copel), mais de 170 mil unidades consumidoras chegaram a ficar sem eletricidade em consequência dos danos causados pelas tempestades.

Entre os principais problemas identificados estão quedas de postes, árvores sobre a rede elétrica e danos provocados pelas fortes rajadas de vento e pela chuva de granizo.

As equipes da companhia atuaram nos locais afetados para restabelecer o fornecimento e realizar os reparos necessários.

Curitiba e Litoral devem enfrentar vários dias de chuva

A instabilidade também deverá atingir Curitiba e municípios do Litoral paranaense ao longo da primeira semana de novembro.

Segundo a previsão do Simepar, a capital e as cidades litorâneas poderão registrar chuva em pelo menos seis dos primeiros sete dias do mês.

Nesta terça-feira (3), a tendência para Curitiba é de precipitações menos intensas, principalmente durante a tarde, entre 14h e 17h.

Na quarta-feira (4) e na quinta-feira (5), a instabilidade deverá voltar a ganhar força, aumentando a possibilidade de pancadas de chuva.

A previsão indica uma possível redução das precipitações na sexta-feira (6), quando o céu deverá permanecer predominantemente nublado.

O retorno de períodos mais prolongados de sol é esperado entre domingo (8) e segunda-feira (9).

No Litoral, a expectativa é de melhora gradual a partir de sexta-feira, com condições mais estáveis durante o fim de semana.

Defesa Civil orienta população a redobrar cuidados

Com a possibilidade de novos temporais, a recomendação é que a população acompanhe os avisos meteorológicos emitidos pelos órgãos oficiais e evite situações de risco.

Durante tempestades, é importante permanecer em locais protegidos, não procurar abrigo debaixo de árvores e manter distância de postes, fios elétricos e estruturas que possam ser derrubadas pelo vento.

Motoristas devem evitar atravessar ruas e estradas alagadas, já que a força da água pode comprometer a estabilidade dos veículos.

Moradores de áreas próximas a rios e córregos também precisam acompanhar possíveis elevações do nível da água.

Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

A previsão meteorológica poderá sofrer alterações conforme o deslocamento e a intensidade do ciclone extratropical. Por isso, a orientação é acompanhar as atualizações do Simepar, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e da Defesa Civil do Paraná.

Fonte: Portal aRede, com informações do Meteored, Simepar e Defesa Civil do Paraná — 3 de novembro de 2026.

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