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Paraná

ALERTA NA REGIÃO: Barragem entre Jaguariaíva e Sengés apresenta rachaduras e segue monitorada pela Defesa Civil

Publicado em 03/11/2026 16h50 · Por

Inspeções da ANEEL e do Instituto Água e Terra não identificaram risco iminente de rompimento na PCH Beira Rio. Estrutura apresenta fissuras e perda de material, e operação comercial permanece impedida até a conclusão dos reparos.

A barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Beira Rio, localizada no Rio Jaguariaíva, na divisa entre os municípios de Jaguariaíva e Sengés, nos Campos Gerais do Paraná, está sendo monitorada após a identificação de rachaduras e perda de material em sua estrutura.

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A situação mobilizou representantes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Instituto Água e Terra (IAT) e profissionais responsáveis pelo empreendimento.

Uma reunião realizada em 27 de outubro, em Jaguariaíva, reuniu autoridades e especialistas para avaliar as condições da barragem, acompanhar os trabalhos de recuperação e discutir medidas preventivas para garantir a segurança da população.

Apesar dos problemas identificados, as avaliações técnicas realizadas até o momento não apontaram risco iminente de rompimento.

Rachaduras e perda de material preocupam autoridades

Os problemas foram identificados principalmente na parte superior da barragem, conhecida tecnicamente como crista da estrutura.

As inspeções constataram a existência de fissuras e perda de material, o que levou à necessidade de acompanhamento especializado e intervenções corretivas.

Durante a reunião, engenheiros responsáveis pelo monitoramento apresentaram informações sobre as condições estruturais da barragem.

Segundo os técnicos, a estrutura possui capacidade superior ao dobro do necessário para suportar o volume de água represado.

Também foi informado que os danos identificados na parte superior não comprometem a permeabilidade interna da barragem.

Entretanto, as autoridades ressaltaram que os problemas precisam ser corrigidos e que o monitoramento deverá continuar até a conclusão dos trabalhos.

ANEEL descarta risco iminente de rompimento

A Agência Nacional de Energia Elétrica informou que realizou inspeções visuais e avaliações com instrumentos técnicos para verificar as condições da estrutura.

De acordo com os resultados apresentados, não foram encontrados elementos que indiquem risco de ruptura iminente.

O Instituto Água e Terra do Paraná também participou das avaliações e apresentou entendimento semelhante.

Mesmo com os resultados considerados favoráveis em relação à estabilidade, os órgãos de fiscalização reforçaram a necessidade de acompanhamento permanente.

A ANEEL prevê a divulgação de um relatório de fiscalização em fevereiro, com informações sobre as condições da estrutura e os procedimentos adotados.

Usina permanece impedida de iniciar operação comercial

Em razão das irregularidades identificadas, a PCH Beira Rio permanece impedida de iniciar suas atividades comerciais.

A restrição ocorre em decorrência da atuação do Ministério Público e deverá permanecer até que as exigências relacionadas à segurança sejam cumpridas.

Entre as providências necessárias estão a conclusão das intervenções corretivas, a apresentação de relatórios técnicos e a comprovação das condições adequadas de funcionamento.

A liberação da operação comercial dependerá da avaliação dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

Dessa forma, apesar de não haver indicação de rompimento iminente, a estrutura ainda precisa atender às determinações estabelecidas pelas autoridades competentes.

Defesa Civil reforça monitoramento e comunicação com municípios

Durante a reunião, representantes da Defesa Civil destacaram a importância de manter uma comunicação constante entre os órgãos responsáveis e os municípios da região.

A preocupação envolve especialmente Jaguariaíva, Sengés e localidades próximas à área de influência do empreendimento.

Entre as medidas discutidas estão a atualização periódica dos relatórios técnicos, o compartilhamento de informações oficiais e o planejamento de ações preventivas.

Também foi solicitada a realização de treinamentos para preparar as equipes de emergência caso seja necessário algum tipo de intervenção.

O objetivo é garantir que os profissionais estejam preparados e que a população receba orientações claras sobre eventuais situações de risco.

Período de chuvas intensas exige atenção redobrada

Outro ponto discutido pelas autoridades foi a chegada de períodos de maior instabilidade climática, com possibilidade de chuvas intensas e vendavais.

Essas condições reforçam a necessidade de acompanhar o comportamento das estruturas de barragens e manter os protocolos de segurança atualizados.

As equipes de fiscalização deverão continuar avaliando as condições da PCH Beira Rio, especialmente durante episódios de precipitação elevada.

A Defesa Civil também destacou a importância de evitar a divulgação de informações não confirmadas, que podem provocar preocupação desnecessária entre os moradores.

Até o momento, as inspeções oficiais não identificaram risco iminente de rompimento.

Reunião contou com representantes de órgãos estaduais e municipais

O encontro realizado em Jaguariaíva reuniu representantes de diferentes instituições envolvidas no acompanhamento da barragem.

Participaram profissionais da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Defesas Civis municipais, Instituto Água e Terra e Agência Nacional de Energia Elétrica.

Também estiveram presentes representantes das empresas responsáveis pelo empreendimento e profissionais especializados em engenharia e monitoramento de barragens.

Entre os participantes estavam o segundo-tenente Edson Aparecido Roque e o subtenente Josmar Augusto Ferreira da Silva, da Defesa Civil regional de Ponta Grossa.

O Corpo de Bombeiros de Jaguariaíva foi representado pelo subtenente Paulo Gualdezi.

Representantes das Defesas Civis de Sengés e São José da Boa Vista também acompanharam as discussões.

A reunião buscou alinhar as informações técnicas e fortalecer a atuação conjunta dos órgãos responsáveis pela segurança da estrutura.

Barragem continuará sob fiscalização até conclusão dos reparos

As autoridades informaram que o acompanhamento da PCH Beira Rio continuará enquanto as intervenções necessárias não forem concluídas.

A prioridade é garantir que a estrutura apresente condições adequadas de segurança antes de receber autorização para iniciar a operação comercial.

Embora as análises técnicas não apontem risco imediato de rompimento, a existência de rachaduras e perda de material exige acompanhamento e manutenção.

A Defesa Civil deverá continuar monitorando a situação em conjunto com os órgãos fiscalizadores e os municípios envolvidos.

A orientação à população é acompanhar os comunicados oficiais da Defesa Civil, da ANEEL e do Instituto Água e Terra, evitando compartilhar informações sem confirmação.

O caso reforça a importância da fiscalização e da manutenção preventiva de barragens, especialmente em regiões sujeitas a chuvas intensas.

Fonte: Portal aRede, com informações da assessoria de imprensa e de órgãos de fiscalização — 3 de novembro de 2026.

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