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Flávio Bolsonaro diz que levará “ao túmulo” detalhes de sua fuga do Brasil e afirma temer prisão

Publicado em 05/11/2026 20h21 · Por

Em primeira entrevista após chegar aos Estados Unidos, senador declarou que planejou sozinho sua saída do país e negou ter recebido ajuda de governos. Viagem ocorreu apesar de determinação do STF que proibia seu deslocamento internacional.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta-feira (5) que não pretende revelar como conseguiu deixar o Brasil após a derrota nas eleições presidenciais de 2026.

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A declaração foi feita ao jornal norte-americano The New York Times, na primeira entrevista concedida pelo parlamentar desde sua chegada aos Estados Unidos.

Flávio afirmou que a decisão de sair do território brasileiro foi exclusivamente sua e negou ter contado com apoio de qualquer governo para organizar o deslocamento.

O senador também declarou acreditar que poderia ser preso caso permanecesse no Brasil, citando a situação judicial de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Senador afirma que não recebeu ajuda para deixar o país

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro declarou que não recebeu auxílio de governos ou autoridades para organizar sua viagem.

Questionado sobre os detalhes da operação, afirmou que pretende manter essas informações em segredo.

O senador não esclareceu quem participou do planejamento logístico nem apresentou detalhes sobre os recursos utilizados para custear o deslocamento.

A manifestação ocorreu depois de reportagens divulgarem informações sobre a contratação de uma aeronave particular para transportar Flávio e sua família até os Estados Unidos.

Viagem ocorreu após determinação do STF

A saída de Flávio Bolsonaro aconteceu depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do senador e proibiu sua viagem internacional.

A medida foi adotada no contexto de uma investigação envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro.

Após o descumprimento da determinação, os documentos de viagem foram cancelados pela Polícia Federal.

Apesar das restrições, o parlamentar deixou o país acompanhado da esposa e das duas filhas.

Naquele momento, não havia ordem de prisão contra Flávio, mas a proibição de deixar o território brasileiro permanecia em vigor.

Flávio saiu do Brasil pela fronteira com a Argentina

Segundo informações divulgadas pela Jovem Pan, a viagem começou na noite de 27 de outubro.

Registros da Direção Nacional de Migrações da Argentina apontam que Flávio atravessou a Ponte Internacional Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Puerto Iguazú, na Argentina, às 22h50.

Depois de cruzar a fronteira, o senador e seus familiares seguiram para o Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú.

De lá, embarcaram em uma aeronave particular com destino aos Estados Unidos.

O avião realizou uma parada para reabastecimento em Guayaquil, no Equador, antes de continuar o trajeto até Miami, na Flórida.

O pouso em território norte-americano ocorreu em 28 de outubro.

Voo particular teria sido pago por intermediário

Após a chegada do senador aos Estados Unidos, o proprietário da empresa responsável pela aeronave informou que o serviço foi contratado por um intermediário ligado ao setor aeronáutico.

Segundo o relato, o pagamento foi realizado por meio de uma conta bancária localizada nos Estados Unidos.

A informação trouxe novos questionamentos sobre a organização e o financiamento da viagem.

Entretanto, a declaração não permite concluir quem teria sido o responsável final pelos custos do deslocamento.

Flávio Bolsonaro não detalhou a contratação do avião durante a entrevista ao jornal norte-americano.

Senador afirma que acredita que seria preso no Brasil

Ao comentar os motivos de sua saída, Flávio Bolsonaro mencionou a condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, à pena de 27 anos de prisão.

O parlamentar afirmou acreditar que poderia enfrentar uma situação semelhante e que essa percepção influenciou sua decisão de deixar o país.

A declaração representa a avaliação pessoal do senador sobre sua situação judicial.

A existência de investigações e medidas cautelares não equivale a uma condenação, e qualquer eventual prisão depende dos requisitos previstos na legislação brasileira e de decisão da autoridade competente.

Flávio Bolsonaro continua nos Estados Unidos

A entrevista foi concedida após dias de repercussão política envolvendo a saída do senador e seus possíveis planos de atuação no exterior.

Flávio, que disputou a Presidência da República pelo Partido Liberal, não reconheceu sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno realizado em 25 de outubro.

Após chegar aos Estados Unidos, o parlamentar também divulgou uma carta na qual inicialmente se apresentou como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.

Posteriormente, o documento foi alterado, substituindo essa expressão por uma referência à sua atuação como líder político.

A declaração de que pretende manter em segredo os detalhes da viagem acrescenta novos questionamentos sobre as circunstâncias de sua saída do território brasileiro.

O caso continua envolvendo discussões políticas e jurídicas, especialmente sobre o descumprimento das medidas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Fonte: Jovem Pan, com informações do The New York Times — 5 de novembro de 2026.

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