Uma nova tempestade solar pode atingir a Terra nesta sexta-feira (6) e no sábado (7), provocando alterações temporárias no campo magnético do planeta. O fenômeno pode causar interferências em satélites, sistemas de navegação por GPS e determinadas comunicações por rádio.
O alerta foi emitido pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que acompanha o aumento da atividade solar e a chegada de uma corrente de partículas energéticas ao ambiente terrestre.
A previsão inicial aponta para uma tempestade geomagnética de categoria G1, considerada fraca. No entanto, os especialistas não descartam uma intensificação para o nível G2, classificado como moderado.
Apesar da possibilidade de interferências tecnológicas, não há previsão de apagão generalizado de internet, telefonia celular ou energia elétrica. Os efeitos esperados devem ser pontuais, caso o fenômeno permaneça dentro da intensidade projetada.
O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA divulgou um alerta para a possibilidade de tempestades geomagnéticas nos dias 6 e 7 de novembro de 2026.
Segundo o boletim, as perturbações podem começar a ganhar força na noite de sexta-feira e se estender até o início de sábado, pelo horário de Brasília.
A classificação G1 representa o nível mais baixo de uma escala internacional que possui cinco categorias. Já o G5 corresponde às tempestades geomagnéticas extremas, capazes de provocar impactos mais significativos em sistemas tecnológicos.
Em atualização divulgada na quinta-feira (5), a NOAA também apontou uma pequena possibilidade de o fenômeno alcançar a categoria G2 durante o sábado.
A intensidade dependerá principalmente da velocidade do vento solar e da orientação do campo magnético transportado pelas partículas.
A previsão está relacionada principalmente à chegada de uma corrente de vento solar de alta velocidade. O fluxo tem origem em uma região conhecida como buraco coronal, onde o campo magnético do Sol permite que partículas carregadas escapem com maior facilidade para o espaço.
Quando esse material alcança a Terra, pode interagir com o campo magnético terrestre e provocar perturbações geomagnéticas.
A NOAA também monitora uma ejeção de massa coronal registrada em 1º de novembro. O material poderia passar próximo ao planeta, mas a principal preocupação para os dias 6 e 7 está relacionada à nova corrente de vento solar.
Além do fluxo de partículas, os equipamentos de monitoramento identificaram novas erupções solares.
De acordo com a NOAA, as observações mais recentes apontaram duas explosões da classe C, considerada de baixa intensidade. Uma delas ocorreu na região AR4566, que apresenta uma configuração magnética complexa e continua sendo acompanhada pelos cientistas.
Os especialistas também consideram possível a ocorrência de novas explosões da classe M entre os dias 5 e 7 de novembro. Existe ainda uma pequena possibilidade de eventos da classe X, que reúne as erupções solares mais intensas.
Entretanto, o boletim divulgado em 5 de novembro não identificou novas ejeções de massa coronal diretamente direcionadas à Terra.
É importante diferenciar os fenômenos: as explosões solares podem provocar interferências nas comunicações por rádio, enquanto as tempestades geomagnéticas estão relacionadas à interação do vento solar com o campo magnético terrestre.
Os satélites estão entre os equipamentos que exigem maior atenção durante períodos de instabilidade geomagnética.
As partículas energéticas podem modificar temporariamente as condições do ambiente espacial e afetar determinadas operações. Em tempestades de categoria G1, os efeitos previstos são limitados.
Os sistemas de GPS também podem sofrer interferências. Isso acontece porque as perturbações na ionosfera alteram a propagação dos sinais enviados pelos satélites de navegação.
Caso a tempestade alcance a categoria G2, poderão ocorrer mudanças na resistência atmosférica enfrentada por satélites em órbita baixa, além da necessidade de ajustes em determinadas operações.
Mesmo assim, não existe indicação de que aplicativos de mapas deixarão de funcionar de maneira generalizada.
Apesar da preocupação provocada pelos alertas, a previsão não indica interrupções generalizadas nos serviços de telefonia celular ou internet.
Os smartphones também não devem sofrer danos diretos em decorrência de uma tempestade geomagnética fraca.
Os possíveis impactos estão mais relacionados aos sistemas de comunicação por satélite, à navegação e às transmissões de rádio de alta frequência.
Fonte: A Rede (reprodução autorizada mediante citação da fonte).

