Presidente reúne integrantes da equipe econômica e antigos ministros da Fazenda para avaliar situação fiscal do país. Dívida pública supera 80% do PIB e aumenta pressão por medidas de controle dos gastos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião com integrantes da equipe econômica e especialistas de sua confiança nesta quinta-feira (5), em Brasília, para discutir o avanço da dívida pública brasileira.
O encontro ocorre em meio à preocupação do mercado financeiro com a trajetória das contas públicas e às cobranças por medidas que garantam maior equilíbrio fiscal nos próximos anos.
Segundo informações divulgadas pela coluna de Eduardo Gayer, do SBT News, a dívida pública brasileira já ultrapassou 80% do Produto Interno Bruto (PIB).
Reunião reúne nomes importantes da economia
Foram convocados o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo; o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante; e os ex-ministros Fernando Haddad e Guido Mantega.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, citado como possível integrante da equipe econômica do próximo mandato de Lula, não participa da reunião, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem.
A composição do encontro demonstra a intenção de discutir alternativas para enfrentar o aumento da dívida.
Mercado cobra controle das despesas públicas
O crescimento do endividamento brasileiro tem provocado preocupação entre investidores e economistas.
Entre os principais pontos de atenção estão os gastos obrigatórios, o custo dos juros e a necessidade de aumentar a previsibilidade das contas públicas.
A trajetória da dívida também influencia as expectativas de inflação, as taxas de juros e a confiança dos investidores.
Lula prepara pronunciamento sobre política fiscal
Segundo a coluna, o presidente prepara um pronunciamento em rede nacional de rádio e televisão para o próximo domingo.
A expectativa é que Lula apresente compromissos relacionados à responsabilidade fiscal, sem abandonar os programas sociais defendidos pelo governo.
A discussão ocorre durante os preparativos para o quarto mandato presidencial, que começará em janeiro de 2027.
O resultado das conversas poderá influenciar a formulação das próximas medidas econômicas, embora nenhuma decisão definitiva tenha sido anunciada na reportagem.
Fonte: SBT News — coluna de Eduardo Gayer, 5 de novembro de 2026.

