Acidente aconteceu durante uma tentativa de pouso em uma região montanhosa nesta terça-feira (3). Imagens mostram o momento em que as aeronaves se chocam e caem no solo. Autoridades investigam as causas da colisão.
Uma colisão entre dois helicópteros deixou um turista morto e outras pessoas feridas nesta terça-feira (3), na região do Monte Everest, no Nepal. O acidente aconteceu durante uma tentativa de pouso na vila de Pheriche, localizada em uma área montanhosa bastante procurada por turistas e alpinistas.
A vítima fatal foi identificada como um turista indiano de 47 anos, que não resistiu aos ferimentos provocados pelo impacto. Entre os feridos estão um turista da Nova Zelândia e um piloto nepalês, segundo informações divulgadas por autoridades locais.
As aeronaves pertenciam às empresas Fishtail Air e Air Dynasty, responsáveis por operações de transporte turístico, cargas e serviços de apoio na região do Himalaia.
O acidente foi registrado por câmeras, e as imagens mostram o momento em que os helicópteros se aproximam para realizar o pouso e acabam colidindo.
Helicópteros colidiram durante tentativa de pouso
De acordo com as informações divulgadas pela Jovem Pan, o acidente aconteceu por volta das 8h11, no horário local, quando os dois helicópteros se aproximavam de uma área destinada ao pouso de aeronaves.
As imagens mostram que os veículos realizavam manobras próximas um do outro quando as pás de um dos rotores atingiram a outra aeronave.
Após o contato, os helicópteros perderam a estabilidade e caíram sobre uma área coberta de neve.
Pessoas que estavam nas proximidades correram para se afastar do local, enquanto equipes de emergência foram mobilizadas para atender às vítimas.
A colisão aconteceu em Pheriche, uma vila situada a aproximadamente 4.200 metros de altitude, na região de acesso ao acampamento-base do Monte Everest.
Turista indiano morreu e outras pessoas ficaram feridas
A vítima fatal era um turista indiano de 47 anos, que estava em uma das aeronaves envolvidas no acidente.
Segundo as autoridades locais, um turista neozelandês também ficou ferido e precisou ser transferido para Katmandu, capital do Nepal, onde receberia atendimento médico especializado.
Um piloto nepalês sofreu ferimentos e recebeu atendimento na região.
As primeiras informações divulgadas pela Jovem Pan mencionavam três feridos, incluindo dois pilotos. Entretanto, relatos posteriores de autoridades locais e agências internacionais confirmaram pelo menos dois feridos, além da vítima fatal.
As autoridades ainda trabalham para esclarecer o número total de ocupantes das aeronaves.
Vídeo mostra momento exato da colisão
Uma gravação divulgada nas redes sociais registrou o momento em que os dois helicópteros tentavam pousar.
Nas imagens, é possível observar as aeronaves voando em baixa altitude, próximas uma da outra, antes de ocorrer o choque entre os rotores.
A colisão provoca a perda de controle das aeronaves, que atingem o solo em uma área de neve.
O vídeo ganhou repercussão internacional e passou a ser compartilhado por veículos de comunicação de diferentes países.
As imagens poderão auxiliar os investigadores na análise da sequência de acontecimentos que provocou o acidente.
Autoridade de Aviação Civil do Nepal investiga o acidente
A Autoridade de Aviação Civil do Nepal abriu uma investigação para esclarecer as causas da colisão.
Entre os pontos que deverão ser analisados estão as condições de aproximação, os procedimentos de pouso e a distância mantida entre as aeronaves.
Também poderão ser avaliados fatores operacionais e meteorológicos que eventualmente tenham contribuído para o acidente.
Até o momento, não há uma conclusão oficial sobre o que provocou a colisão.
Região do Everest depende de helicópteros para transporte e resgates
A região onde aconteceu o acidente é uma das principais rotas utilizadas por turistas e montanhistas que visitam o Monte Everest, a montanha mais alta do mundo.
Devido ao relevo acidentado e à ausência de estradas em diversas localidades, os helicópteros desempenham papel fundamental no transporte de passageiros, equipamentos e suprimentos.
As aeronaves também são utilizadas em operações de resgate de alpinistas e visitantes que enfrentam problemas de saúde, exaustão ou dificuldades provocadas pela altitude.
O trajeto entre Lukla e o acampamento-base do Everest pode levar até duas semanas de caminhada, dependendo das condições climáticas e do ritmo dos turistas.
O período entre setembro e novembro costuma registrar grande movimentação de visitantes, principalmente após o encerramento da temporada de chuvas.
Altitude e mudanças climáticas aumentam riscos de voos no Himalaia
O Nepal possui algumas das regiões montanhosas mais desafiadoras do planeta, o que exige cuidados especiais nas operações aéreas.
Além das grandes altitudes, as condições meteorológicas podem mudar rapidamente, provocando alterações na visibilidade e na intensidade dos ventos.
O transporte por helicóptero é considerado essencial para as comunidades e atividades turísticas da região, mas as operações exigem planejamento rigoroso e atenção às condições de voo.
A investigação sobre a colisão desta terça-feira deverá esclarecer as circunstâncias do acidente e identificar possíveis medidas para evitar novas ocorrências.
Veja as imagens da colisão: o vídeo está disponível na reportagem original da Jovem Pan.
Fonte: Jovem Pan, com informações da Associated Press e de autoridades do Nepal — 3 de novembro de 2026.

