Proposta discutida entre ministérios deve incluir reestruturação de estatal que enfrenta dificuldades financeiras; decisão sobre Angra 3 ficará para depois
Siga no Google DiscoverPriorizar nos meus resultados GoogleO governo federal pretende apresentar uma proposta de reforma do setor nuclear brasileiro ainda em 2026, incluindo mudanças na estrutura da Eletronuclear, estatal responsável pelas usinas de Angra dos Reis (RJ) e que enfrenta dificuldades financeiras.
O anúncio foi feito pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), nesta sexta-feira (6), após reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), em Brasília.
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Segundo ele, o projeto já está em discussão com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e “provavelmente” será encaminhado ao Congresso Nacional por meio de um Projeto de Lei (PL). A ideia é apresentá-lo antes de uma decisão sobre a continuidade das obras da usina nuclear de Angra 3, de forma que uma eventual retomada ocorra com mais segurança à execução do projeto
A reestruturação da Eletronuclear também ocorre em meio às negociações para a entrada do grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, no capital da Eletronuclear. Em outubro de 2025, a Âmbar Energia acertou a compra da participação da antiga Eletrobras na estatal por R$ 535 milhões. A operação ainda está pendente de conclusão, mas prevê que o grupo assuma compromissos financeiros relacionados à companhia. O controle majoritário da Eletronuclear continuará com o governo federal.
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A discussão sobre Angra 3 está suspensa no CNPE após um pedido de vista da Casa Civil. O Ministério de Minas e Energia (MME) é favorável à conclusão da usina, mas defende que a decisão seja tomada após a apresentação de uma política mais ampla para o setor.
A construção de Angra 3 começou na década de 1980 e foi interrompida várias vezes. Em 2015, os trabalhos foram suspensos em meio às dificuldades financeiras e às investigações da Operação Lava Jato. Houve uma retomada parcial em 2022, mas as obras voltaram a ser paralisadas em 2023.
Em outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) estabeleceu um prazo de 240 dias para o governo definir o futuro da usina. Desse período, o MME terá 120 dias para encaminhar informações ao CNPE, que contará com outros 120 dias para decidir sobre a continuidade ou o abandono das obras.
Um estudo de 2025 do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima em R$ 23,9 bilhões o investimento necessário para concluir a usina. Já a desistência do projeto custaria entre R$ 21,9 bilhões e R$ 25,97 bilhões, considerando despesas e obrigações relacionadas ao encerramento do empreendimento.
Fonte: SBTNews (reprodução autorizada mediante citação da fonte).

