JORNALISMO REGIONAL • BRASIL • PARANÁ28/10/2026

Receba as notícias do Leste News no seu e-mailUm resumo por dia, de graça. Você pode sair quando quiser.

Política

Rogério Marinho diz compreender saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e critica decisão do STF

Publicado em 27/10/2026 23h24 · Por

Senador do PL afirma que não foi informado sobre a viagem do aliado aos Estados Unidos, questiona medidas impostas por Alexandre de Moraes e revela surpresa com o desaparecimento do ex-candidato à Presidência.

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (27) que compreende uma possível fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, mesmo diante de uma determinação judicial que proibia o ex-candidato à Presidência da República de deixar o território nacional.

PUBLICIDADE

Durante entrevista ao SBT News, Marinho declarou que não recebeu informações antecipadas sobre a viagem e que desconhecia o paradeiro do aliado. Apesar disso, demonstrou compreensão diante da possibilidade de Flávio ter deixado o país acompanhado da família.

A manifestação ocorreu após o SBT News divulgar que Flávio Bolsonaro teria desembarcado nos Estados Unidos nesta terça-feira, dois dias depois de ser derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A informação sobre a chegada ao território norte-americano foi confirmada à correspondente Patrícia Vasconcellos por aliados do senador.

Rogério Marinho afirma que foi surpreendido pela viagem

Segundo Rogério Marinho, a última comunicação com Flávio Bolsonaro aconteceu na manhã desta terça-feira. Na ocasião, o ex-candidato teria enviado uma mensagem informando que pretendia se afastar temporariamente das atividades políticas naquele dia.

O senador explicou que esteve pessoalmente com Flávio até as 16h de segunda-feira (26). Durante o encontro, os dois conversaram sobre a importância de agradecer aos eleitores que apoiaram sua candidatura presidencial.

Marinho relatou que a equipe política considerava necessário reconhecer os quase 60 milhões de votos recebidos pelo candidato do PL.

Na segunda-feira, Flávio chegou a publicar um vídeo abordando o resultado eleitoral. No entanto, na manhã seguinte, integrantes do partido passaram a receber questionamentos da imprensa sobre seu paradeiro.

De acordo com Marinho, nem o próprio senador nem seus advogados haviam esclarecido aos aliados o que efetivamente aconteceu.

Aliados discutiam futuro de Flávio como líder da oposição

Antes das informações sobre a saída do país, dirigentes do Partido Liberal avaliavam a possibilidade de Flávio Bolsonaro assumir um papel de destaque na oposição ao governo federal.

A expressiva votação obtida no segundo turno era considerada um elemento importante para fortalecer sua atuação política após a derrota presidencial.

Rogério Marinho afirmou que essa possibilidade chegou a ser discutida diretamente com o senador.

Entretanto, a notícia de que Flávio teria deixado o Brasil surpreendeu integrantes próximos à campanha e modificou o cenário das articulações políticas.

Marinho critica Alexandre de Moraes e questiona medidas judiciais

Durante a entrevista, Rogério Marinho também criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs restrições ao ex-candidato à Presidência.

Na avaliação do parlamentar, a determinação judicial, anunciada logo após o resultado das eleições, levanta questionamentos sobre a condução do caso.

Marinho sugeriu que as medidas poderiam representar uma iniciativa de perseguição política contra Flávio Bolsonaro.

A avaliação, no entanto, constitui uma interpretação do senador e não uma conclusão judicial sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal.

Flávio Bolsonaro foi proibido de deixar o país

No domingo (25), o ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro não poderia realizar viagens internacionais e ordenou o cancelamento de seus passaportes.

A intimação foi realizada pela Polícia Federal na segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições presidenciais.

Além da proibição de deixar o Brasil, a decisão judicial também impediu o senador de manter contato com o advogado e empresário Willer Tomaz.

Os dois são investigados em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro.

As medidas cautelares foram determinadas no contexto dessas investigações, que ainda dependem de apuração e não representam, por si só, comprovação das suspeitas.

Viagem aos Estados Unidos teria sido organizada em segredo

De acordo com informações divulgadas pela coluna de Túlio Amâncio, do SBT News, a saída de Flávio Bolsonaro teria sido organizada às pressas e mantida em sigilo.

Apenas dois aliados políticos teriam recebido informações antecipadas sobre o planejamento da viagem.

O senador teria deixado o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas, seguindo para os Estados Unidos após passar pela Argentina.

A versão sobre o trajeto ainda apresentava informações conflitantes, incluindo declarações de autoridades argentinas que negaram registros da passagem do parlamentar pelo país.

Saída de Flávio provoca repercussão no Partido Liberal

O episódio ocorre em um momento de reorganização política do PL após a derrota na disputa presidencial.

A manifestação de Rogério Marinho demonstra que até mesmo integrantes próximos à campanha foram surpreendidos pelas informações sobre a viagem.

Enquanto o senador potiguar critica as restrições judiciais impostas ao aliado, dirigentes partidários buscam esclarecimentos sobre os acontecimentos e seus possíveis desdobramentos.

A situação também levanta questionamentos sobre o futuro político de Flávio Bolsonaro e sobre as consequências jurídicas de uma eventual saída do Brasil em descumprimento de uma determinação do Supremo Tribunal Federal.

← Voltar ao início

Leia também

Sergio Moro defende saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e critica decisão de Alexandre de Moraes →Fachin arquiva investigações contra Eduardo Bolsonaro, Silas Malafaia e Guilherme Fiuza no STF →Suposta fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos ganha repercussão internacional →Alckmin rebate Trump e diz que fala sobre fraude na eleição brasileira é ‘totalmente equivocada’ →