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Eleições nos EUA: americanos vão às urnas e podem mudar controle do Congresso e futuro do governo Trump

Publicado em 03/11/2026 12h20 · Por

Disputa eleitoral desta terça-feira (3) coloca em jogo todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 vagas no Senado. Resultado poderá fortalecer ou limitar o poder de Donald Trump nos últimos dois anos de seu mandato.

Milhões de eleitores norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira, 3 de novembro, para participar das eleições legislativas de meio de mandato, conhecidas como midterms. A votação é considerada um momento decisivo para o governo do presidente Donald Trump, já que definirá qual partido terá o controle do Congresso dos Estados Unidos durante os próximos dois anos.

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Atualmente, o Partido Republicano, de Trump, possui maioria na Câmara dos Representantes e no Senado. Entretanto, os democratas buscam ampliar sua presença nas duas Casas e conquistar o comando de pelo menos uma delas, o que poderá alterar significativamente a relação entre o governo e o Legislativo.

Mais de 50 milhões de americanos já haviam participado da votação antecipada antes da abertura das urnas nesta terça-feira, demonstrando a dimensão da mobilização eleitoral.

Além da renovação do Congresso, os eleitores também escolherão governadores e representantes de legislativos estaduais em diversas regiões do país.

Eleições colocam em disputa o controle da Câmara e do Senado

As eleições de meio de mandato acontecem a cada dois anos nos Estados Unidos e recebem esse nome porque são realizadas na metade do mandato presidencial.

Neste ano, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes estão em disputa, além de 35 vagas no Senado, que possui 100 integrantes.

A Câmara é renovada integralmente a cada dois anos, enquanto os senadores possuem mandatos de seis anos, com aproximadamente um terço das cadeiras submetidas à votação em cada ciclo eleitoral.

Os republicanos chegam à eleição controlando as duas Casas, mas enfrentam uma disputa importante para manter suas maiorias.

Para os democratas, a eleição representa a oportunidade de conquistar maior influência sobre as decisões do governo federal, incluindo a aprovação de leis, a fiscalização dos gastos públicos e a análise de propostas apresentadas pela Casa Branca.

Pesquisas mostram vantagem democrata na preferência nacional

Levantamentos divulgados às vésperas da votação indicam maior apoio nacional aos candidatos democratas na disputa pelo Congresso.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos, concluída na segunda-feira (2), mostrou que 46% dos eleitores consultados preferiam os democratas, enquanto 38% manifestaram preferência pelos republicanos.

O levantamento também apontou que a aprovação do presidente Donald Trump estava em 32%, próxima dos menores índices registrados durante seu governo.

Apesar desses números, a preferência nacional não determina diretamente o resultado das eleições, já que as disputas são realizadas individualmente em estados e distritos eleitorais.

A definição das maiorias dependerá dos resultados conquistados por cada partido nas diferentes regiões do país.

Custo de vida e inflação estão entre as principais preocupações

A situação econômica dos Estados Unidos ganhou destaque durante a campanha eleitoral.

O aumento do custo de vida, os preços dos combustíveis, a inflação e os efeitos das tarifas comerciais adotadas pelo governo Trump estão entre os temas que mais preocupam os eleitores.

Segundo a pesquisa Reuters/Ipsos, 78% dos entrevistados consideraram o aumento do custo de vida uma questão muito importante ou prioritária na decisão do voto.

A política de imigração também esteve entre os principais assuntos debatidos pelos candidatos republicanos e democratas.

Outro tema que marcou a campanha foi o conflito envolvendo o Irã, que provocou discussões sobre os custos da atuação militar americana e seus impactos sobre a economia.

Trump pode enfrentar dificuldades para aprovar projetos

O resultado das eleições será determinante para a capacidade de Donald Trump de avançar com suas propostas durante a segunda metade do mandato presidencial.

Caso os republicanos mantenham o controle da Câmara e do Senado, o governo continuará contando com maiorias partidárias para negociar a aprovação de projetos e outras medidas legislativas.

Por outro lado, se os democratas conquistarem uma ou ambas as Casas, poderão ampliar a fiscalização sobre a administração federal e criar obstáculos à tramitação de propostas defendidas pelo presidente.

O Congresso americano possui atribuições importantes, como aprovar leis, definir recursos do orçamento federal e investigar ações do Poder Executivo.

O Senado também participa da aprovação de indicações presidenciais para cargos estratégicos, incluindo integrantes do governo e juízes da Suprema Corte.

Mesmo que a oposição conquiste a maioria, Trump continuará exercendo as atribuições constitucionais da Presidência, incluindo o poder de veto sobre projetos de lei.

Disputa eleitoral também envolve governos estaduais

Além das eleições legislativas federais, os americanos escolherão governadores em diversos estados.

Essas disputas possuem importância para a administração regional, já que os governadores são responsáveis por políticas públicas estaduais relacionadas à educação, segurança, infraestrutura e outras áreas.

Os resultados também poderão influenciar as estratégias dos partidos Republicano e Democrata para as próximas eleições presidenciais, previstas para 2028.

As eleições estaduais e locais contribuem para definir a organização política do país e a distribuição de poder entre diferentes grupos partidários.

Resultado será um teste para o governo Donald Trump

Embora Donald Trump não esteja diretamente na disputa eleitoral, sua administração ocupa posição central no debate entre os candidatos.

As eleições de meio de mandato costumam funcionar como um indicador da avaliação popular sobre o presidente em exercício.

Neste ano, a votação acontece em um cenário de polarização política, preocupações econômicas e divergências sobre a atuação internacional dos Estados Unidos.

Uma mudança na composição do Congresso poderá resultar em maior fiscalização do Executivo, disputas sobre o orçamento federal e novas negociações para aprovação de medidas governamentais.

Apuração poderá levar dias em estados com disputas apertadas

A contagem dos votos começará após o encerramento da votação em cada estado, respeitando os diferentes fusos horários do território americano.

Os primeiros resultados deverão surgir ainda na noite desta terça-feira, mas a definição do controle do Congresso poderá depender de disputas apertadas.

Em alguns estados, a contabilização de votos enviados pelo correio e de outras modalidades de votação poderá continuar nos dias seguintes.

Por isso, a confirmação das maiorias na Câmara e no Senado dependerá da evolução da apuração e da divulgação dos resultados oficiais.

A eleição desta terça-feira será fundamental para definir o equilíbrio político em Washington e a relação entre o governo de Donald Trump e o Congresso durante os dois últimos anos de seu mandato.

Fonte: Jovem Pan, com informações da Reuters — 3 de novembro de 2026.

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