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Economia

Acordo entre Mercosul e União Europeia impulsiona exportações brasileiras em 21%; veja produtos que mais cresceram

Publicado em 03/11/2026 12h30 · Por

Redução de tarifas comerciais amplia vendas de produtos brasileiros ao mercado europeu. Abacate, mel e óleo de milho lideram crescimento, enquanto setores industriais também registram avanços expressivos.

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia já apresenta resultados positivos para a economia brasileira. Nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do tratado, entre maio e setembro de 2026, as exportações nacionais de produtos beneficiados pela redução ou eliminação de tarifas de importação cresceram 21% em comparação com o mesmo período de 2025.

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Os dados foram divulgados na quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e demonstram o avanço das vendas brasileiras ao mercado europeu após a entrada em vigor das novas condições comerciais.

Entre os principais destaques estão produtos do agronegócio, como abacates frescos, mel e óleo de milho, que registraram aumentos expressivos nas exportações. Segmentos industriais também foram beneficiados, especialmente os setores de metalurgia, combustíveis e equipamentos elétricos.

O tratado começou a ser aplicado provisoriamente em 1º de maio de 2026, após mais de duas décadas de negociações entre os dois blocos econômicos.

Abacate, mel e óleo de milho lideram crescimento das exportações

Os produtos agropecuários estão entre os que apresentaram os maiores índices de crescimento nas vendas para a União Europeia.

De acordo com os dados do MDIC, as exportações brasileiras de abacates frescos aumentaram 421% entre maio e setembro de 2026, em comparação com os mesmos meses do ano anterior.

O mel também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 367%. Já o óleo de milho registrou aumento de 266% nas vendas ao mercado europeu.

Os resultados refletem a ampliação das oportunidades comerciais para produtores e empresas brasileiras que passaram a contar com condições tarifárias mais favoráveis.

A redução dos impostos de importação contribui para tornar determinados produtos nacionais mais competitivos em relação aos de outros países que abastecem o mercado europeu.

Confira os produtos brasileiros que mais aumentaram as vendas para a Europa

O levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços aponta os seguintes crescimentos nas exportações de maio a setembro de 2026:

  • Abacates frescos: aumento de 421%.
  • Mel: crescimento de 367%.
  • Óleo de milho: alta de 266%.
  • Ferrossilício-manganês: avanço de 173%.
  • Alumínio em bruto: crescimento de 107%.
  • Óleos combustíveis: aumento de 102%.
  • Etanol: alta de 95,2%.
  • Óleo essencial de laranja: crescimento de 75,8%.
  • Maçãs frescas: avanço de 29%.

Os percentuais correspondem à comparação com o mesmo período de 2025 e consideram produtos contemplados pelas preferências tarifárias do acordo comercial.

Indústria brasileira também registra crescimento nas vendas

Além do agronegócio, diferentes segmentos industriais apresentaram resultados positivos com a ampliação do comércio entre o Mercosul e a União Europeia.

Um dos principais destaques foi o setor metalúrgico. As exportações de ferrossilício-manganês, material utilizado na fabricação de aço, cresceram 173%.

O alumínio em bruto também registrou aumento significativo, com expansão de 107% nas vendas ao mercado europeu.

No setor energético, as exportações de óleos combustíveis cresceram 102%, enquanto as vendas brasileiras de etanol avançaram 95,2%.

Os números indicam que os efeitos comerciais do tratado alcançam diferentes atividades econômicas, incluindo setores responsáveis pela produção de matérias-primas e produtos industrializados.

Exportações de transformadores elétricos chegam a US$ 39 milhões

Outro resultado destacado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços envolve os fabricantes brasileiros de equipamentos elétricos.

Entre maio e setembro de 2026, as exportações de transformadores elétricos para a União Europeia alcançaram US$ 39 milhões.

No mesmo período de 2025, não haviam sido registradas vendas brasileiras desses equipamentos ao bloco europeu.

O desempenho representa uma ampliação importante da presença nacional nesse segmento e demonstra o potencial de novos negócios para empresas industriais brasileiras.

Os transformadores elétricos são utilizados em sistemas de transmissão e distribuição de energia, sendo componentes essenciais para o funcionamento de redes elétricas e instalações industriais.

Empresas brasileiras podem consultar regras para aproveitar benefícios

Para auxiliar exportadores interessados em utilizar as condições comerciais previstas no acordo, o governo federal disponibilizou materiais técnicos no Portal Siscomex.

A plataforma reúne informações sobre os requisitos necessários para que os produtos brasileiros tenham acesso às reduções e isenções tarifárias.

Entre os documentos disponíveis está o manual de regras de origem, que estabelece os critérios para determinar se uma mercadoria pode ser considerada originária de um dos países participantes do acordo.

Também há orientações sobre os cronogramas de redução de tarifas, as condições de acesso ao mercado europeu e a proteção de indicações geográficas.

As empresas podem consultar tabelas específicas para identificar quais produtos possuem benefícios e quais exigências precisam ser atendidas durante as operações de exportação.

O objetivo é facilitar o aproveitamento das oportunidades comerciais abertas pelo tratado e reduzir dificuldades relacionadas aos procedimentos de comércio exterior.

Acordo comercial começou a ser negociado em 1999

As negociações entre Mercosul e União Europeia tiveram início em 1999 e se estenderam por mais de duas décadas.

Durante esse período, representantes dos dois blocos discutiram questões relacionadas à abertura de mercados, tarifas de importação, regras sanitárias, propriedade intelectual e condições de concorrência.

Os instrumentos do acordo foram assinados em janeiro de 2026, permitindo o avanço para a etapa de aplicação provisória das disposições comerciais.

As novas regras começaram a valer em 1º de maio, estabelecendo um processo gradual de redução e eliminação de tarifas sobre diferentes mercadorias comercializadas entre os países participantes.

O tratado também prevê mecanismos para facilitar operações comerciais, ampliar a cooperação econômica e estabelecer condições mais previsíveis para empresas e investidores.

Tratado reúne mercado de aproximadamente 720 milhões de consumidores

O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta mercados que, juntos, reúnem aproximadamente 720 milhões de pessoas.

O Produto Interno Bruto combinado dos dois blocos supera US$ 22 trilhões, formando uma das maiores áreas de integração comercial do mundo.

A União Europeia já figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil, com participação relevante nas exportações e importações nacionais.

Com a redução gradual das barreiras comerciais, o tratado cria oportunidades para ampliar as vendas brasileiras, diversificar mercados e fortalecer a participação de empresas nacionais nas cadeias internacionais de produção.

Crescimento das exportações abre novas oportunidades para o Brasil

O aumento de 21% nas vendas de produtos beneficiados pelas preferências tarifárias demonstra um avanço inicial nas relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia.

Os resultados também indicam oportunidades para setores que tradicionalmente enfrentavam tarifas de importação mais elevadas para acessar o mercado europeu.

A expectativa é que o avanço da implementação do acordo permita ampliar a presença de produtos brasileiros em diferentes países do bloco.

Entretanto, os resultados futuros dependerão de fatores como a competitividade das empresas, as condições da economia internacional, a demanda dos consumidores europeus e o cumprimento das exigências sanitárias e comerciais.

Com os primeiros números positivos, o governo brasileiro busca incentivar mais empresas a utilizar os benefícios disponíveis e ampliar a participação do país no comércio internacional.

Fonte: Jovem Pan / Agência Brasil — 31 de outubro de 2026.

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