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Política

Congresso, contas públicas e segurança: os desafios do quarto mandato de Lula

Reeleito com 51,7% dos votos, presidente terá de negociar com um Congresso de maioria oposicionista, enfrentar o déficit fiscal e responder à principal preocupação dos brasileiros: a violência.

Publicado em 25/10/2026 23h58 · Por
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Foto: Palácio do Planalto/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Reeleito neste domingo (25) com cerca de 51,7% dos votos válidos, contra 48,2% de Flávio Bolsonaro (PL), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa a preparar o quarto mandato, que vai de 2027 a 2030. Lula, que completa 81 anos nos próximos dias, terá pela frente uma agenda difícil, segundo analistas ouvidos pela agência AFP.

1. Um Congresso difícil

O presidente não terá maioria no Legislativo. O PL, partido de Jair Bolsonaro, é a maior força política, com 121 dos 513 deputados e 28 dos 81 senadores. A governabilidade vai depender do Centrão, que ganhou mais independência por controlar parte do Orçamento federal por meio de emendas.

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Para a cientista política Mayra Goulart, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a negociação com esses parlamentares está cada vez mais complicada justamente por essa autonomia em relação ao Executivo.

2. As contas públicas

A dívida pública já passa de 80% do PIB, o governo gasta mais do que arrecada e o Banco Central mantém uma das taxas de juros mais altas do mundo. O economista Mauro Rochlin, da Fundação Getulio Vargas (FGV), aponta a questão fiscal como o principal entrave e avalia que um ajuste é inevitável, mas difícil, por exigir medidas impopulares e enfrentar resistências no Congresso — além de esbarrar nos programas sociais, principal bandeira do presidente.

3. Segurança pública

A violência aparece nas pesquisas como a maior preocupação dos brasileiros. O governo terá de mostrar resultados no combate a facções e milícias, tema em que a oposição acusa Lula de fragilidade. Durante a campanha, o presidente disse que apoiaria reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos.

4. Relação com os Estados Unidos e com os vizinhos

Lula também precisará recompor a relação com os Estados Unidos, um dos principais parceiros comerciais do Brasil. O governo de Donald Trump impôs tarifas a produtos brasileiros no ano passado e uma nova taxa de 25% neste ano, além de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Na América do Sul, países como Argentina e Colômbia têm se aproximado de Trump.

Para Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV, a afinidade ideológica pesa em gestos simbólicos, mas tem pouca relevância prática: no caso da Argentina, por exemplo, o conteúdo da relação mudou pouco, apesar das ofensas do presidente Javier Milei a Lula.

Foto: Palácio do Planalto/Wikimedia Commons (CC BY 2.0).

Fonte(s): AFP, Jovem Pan e TSE.

Texto produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

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