Uma vacina experimental e personalizada contra o câncer reduziu em 42% o risco de morte ou de retorno do melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele. O resultado foi divulgado na quinta-feira (22) pelas farmacêuticas Moderna e MSD e apresentado neste sábado (24) no congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO), em Madri.
A redução é relativa: não significa que 42% dos pacientes foram curados, mas que o risco de a doença voltar ou levar à morte caiu nessa proporção em comparação ao tratamento padrão.
Como funciona
Chamada de intismeran autogene, a vacina usa a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) e é feita sob medida. Uma amostra do tumor retirada na cirurgia passa por sequenciamento genético, e o imunizante é produzido com instruções para até 34 alvos do câncer de cada paciente, ensinando o sistema de defesa a reconhecê-los.
Os números do estudo
- Estudo de fase 3, com mais de 1.100 pacientes;
- Após dois anos, 82,2% de quem recebeu a vacina junto com o imunoterápico Keytruda seguia sem sinais da doença, contra 70% de quem usou só o Keytruda;
- O risco de metástase caiu 38%.
Quando chega
As empresas pretendem pedir autorização de venda nos Estados Unidos, e a Moderna espera colocar a vacina no mercado em 2027, a depender dos órgãos reguladores. No Brasil, ainda não há previsão de pedido de registro na Anvisa. A tecnologia segue experimental e não está disponível para uso de rotina.
Fonte(s): Moderna, MSD, Jovem Pan e g1.
Texto produzido com auxílio de IA e revisado pela redação.

